Seguindo pelo terceiro da viagem a Campanha Gaúcha – RS, saímos do Hotel em Livramento com destino a Dom Pedrito. Na Chegada a cidade, participamos de uma palestra com alguns produtores da região – Camponogara, Rigo Vinhedos e Guatambu Estância do Vinho (Foto acima), seguido de um almoço no excelente restaurante Cumbuca.

Ao termino do almoço seguimos para Vinícola Guatambu, que fica situada próximo à sede da Estância Guatambu, na BR 293, a cerca de 14Km da cidade de Dom Pedrito, entre Bagé e Livramento. 

Instalada em pleno pampa gaúcho, sob o conceito de pátio central, a vinícola se desenvolveu em forma de U com iluminação e ventilação voltadas para o seu interior, como forma de abrandar o Minuano que sopra na campanha e proporcionar condições térmicas ideais para a produção de vinhos de qualidade.

Ainda não está totalmente pronta, se prepara para inaugurar em breve. Fomos à primeira turma de jornalistas a entrar na sede.

 

 

Contando com administração familiar e visando diversificar seus produtos, a cinqüentenária Estância Guatambu, tradicional empresa do agronegócio, de Dom Pedrito, iniciou em 2003 o projeto de produção de uvas viníferas, com a implantação do vinhedo com mudas importadas da França e da Itália, visando aproveitar o excelente clima da Campanha Gaúcha, bastante adequado para esta atividade.

Jornalistas acomapanhados da assessoria de imprensa do Ibravin

 

 

Com uma produção estimada em 180 mil garrafas, a vinícola é totalmente adaptada para o enoturismo. Na área de lazer externa, para caracterizar o estilo do campo, foram projetados espaços com fogo de chão. O projeto é assinado pelo arquiteto Celestino Rossi, e a decoração interna em estilo rústico, assinada pela arquiteta Deise Pires de Pires. No total já foram investidos 10 milhões de reais.  

Família unida: Pai: Valter José Pötter (Diretor Geral), Filha: Gabriela Pötter (Engenheira Agrônoma) e a Mãe.

 

 

“Pretendemos oferecer tours na vinícola com degustações, jantares harmonizados com chefs especializados e, além disso, vamos oportunizar aos visitantes um passeio à cavalo pelos vinhedos, além de mostrar o gado Hereford que produzimos” – diz Gabriela Pötter, uma das proprietárias da Guatambu. “Queremos que o visitante sinta a paz que o pampa gaúcho transmite, através do contato com a natureza e sua vastidão”.

A vinícola possui sala de degustação técnica, varejo, espaço gourmet com culinária típica da região e salão de eventos. Conforme Valter José Pötter, proprietário da estância Guatambu, o que motivou a família a investir na vinícola foram as premiações internacionais que os primeiros vinhos produzidos com uvas da Guatambu receberam, ao longo dos últimos 3 anos, o que consolida a região dos pampas como uma das mais promissoras da América para produção de vinhos finos.

 

O ousado projeto da adega pode ser admirado de dentro da loja através do piso de vidro laminado na área de entrada do ambiente.  

 

Loja

Salão de eventos com capacidade para servir em torno de 250 pessoas

Área de produção

Tanques de inox

Espumantes elaborados pelo método Champenoise – Depois da primeira fermentação e a realização do corte, o liquido passa pela segunda fermentação na garrafa.

 

 

 

Remuage

É um processo lento e delicado. As borras são leves e turvam o vinho ao menor movimento. As garrafas são colocadas em cavaletes especiais de madeira chamados pupitres, dotados de furos ovais onde as garrafas são introduzidas horizontalmente. O remuer, profissional especializado nesta tarefa, passa periodicamente pelos pupitres fazendo o giro de 90o nas garrafas, e, ao mesmo tempo, colocando-as um pouco mais inclinadas para cima, de modo que as leveduras mortas vão, aos poucos, sendo levadas ao gargalo. Quando as garrafas estiverem bastante inclinadas para cima, as leveduras já estarão quase inteiramente sobre a tampinha. Este processo dura cerca de dois meses, ou cerca de uma semana, se for realizado mecanicamente.

 

 

Dégorgement

Após a remuage, a garrafa está com os sedimentos no gargalo, que é congelado e expelido por pressão. Esse método é conhecido como Dégorgement. A mesma máquina que retira o sedimento congelado acrescenta o Licor de expedição.

 

 

Licor de expedição

Ao final do processo de elaboração do espumante, o licor de expedição é acrescentado. Ele é uma espécie de xarope que determinará a “dosagem” de doçura do espumante. É bom lembrar que a sensação final de doçura também depende de outros fatores, como a acidez do espumante, que poderá compensar maiores teores de açúcar.

 

 

A melhor parte, provar! Saúde!

 

Vinhos degustados:

Guatambu Extra Brut Champenoise – 100% Chardonnay – 12,5% – Nota: 88/100

Perlage fino, aroma não muito intenso, mas gostoso, fino. Melhor no paladar. Refrescante, com toque frutado e mineral. Leve amargor.  

Guatambu Nature – 100% Chardonnay – 12,5% – Nota: 89/100

Perlage fino, aroma mais aberto que o anterior, lembrando fruta tropical e um leve mineral. Macio e refrescante no paladar. Deixa sensação de boca limpa. Final persistente. 

Luar do Pampa Gewürztraminer 2011 – 100% Gewürztraminer – 12,7% – Nota: 87/100

Amarelo intenso, límpido e brilhante. Aroma com boa complexidade, frutados, florais, mel e especiarias. No paladar apresenta bom equilíbrio e estrutura, com fruta e dulçor na medida. Ótima acidez liberando bastante frescor, com final persistente.